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Sábado, 4 de Junho de 2011

Selling a Lie - 49º Capítulo

OMG, meninas! Vocês são fantásticas, eu é que não estava mesmo NADA à espera de ler os vossos comentários *-* Muito obrigada e lamento por daqui a alguns capítulos não haver mais desta fic nem fic do outro blog que também tenho em conjunto com a Elly. Tenho imensa pena, pois ao chegar hoje ao blog e ler os vossos comentários tive uma saudade imensa de quando nós postavamos todos os dias e escreviamos :( enfim... o tempo não ajuda lá muito :/

Novamente um GRANDE OBRIGADA!! :D
Beijinhos, gatchênhas

 

 

 

 

- O que tu disseste foi uma total mentira. Eu não ando envolvida com o Tom Kaulitz e tu nem deverias, sequer, achar uma coisa dessas, visto que andas aos abraços com a Eliana. E sabes o que me irrita mais, Bill? O facto de só conseguires dizer as coisas quando os desconhecidos estão por perto, quando tu – apontou para mim – estás rodeado de pessoas que pertencem ao teu universo da fama e roupa. Parece que gostas de dar nas vistas! Que eu tenha de ser humilhada perante os outros. Não consegues ser totalmente normal e simplesmente discutir comigo em casa como estamos a fazer agora?!

- Eu não te humilho. – Defendi-me, totalmente chocado com o que ela afirmava. Talvez me tivesse excedido na noite anterior, mas fora tudo efeito do álcool. Na verdade, eu não queria ter dito nada daquilo – Sabes bem que só abracei a Eliana de momento. Eu quero distância dela. Já me basta ter de a aturar todos os dias no meu emprego. – Ocultei a parte de há minutos atrás lhe ter tentado ligar.

Rita abanou a cabeça em sinal negativo e abriu a porta do quarto, acendendo a luz do candeeiro da mesa-de-cabeceira. Apoiei-me na ombreira da porta e mordi o lábio, sem saber o que fazer mais. Ela estava ferida por minha culpa, pela minha estupidez de falar o que não devia nos momentos mais inoportunos. Se ela soubesse o quanto estava arrependido disso. De ter agido como um total idiota e a ter rebaixado em frente de câmaras e vedetas. Principalmente dele, que presenciara todo aquele momento e tomou como opção intervir.

- Não vais dizer nada? – Perguntei a medo, analisando cada movimento seu. As vezes que ela andava de um lado para o outro como uma barata tonta, com a mão apoiada na cintura e a outra junto dos seus cabelos. – Vais-me ignorar? – Pressionei.

- Preciso de dormir, Bill. Estou com dores de cabeça, preciso de pensar. – O seu olhar azul colidiu com o meu. A sua figura estagnou à minha frente, completamente devastada e derrotada. Avancei até si, na esperança que me pudesse perdoar, mas Rita simplesmente ergueu a mão, como se pedisse distância. – Sozinha. – Rematou. – Dormes no sofá. – Falou, indo para a casa de banho do quarto. A porta bateu, deixando-me abandonado.

Fixei por escassos segundos a entrada por onde Rita havia desaparecido e baixei a nuca, indo buscar uma almofada e um endredon. Despi-me, de maneira a ficar somente de boxers e carreguei o que precisava debaixo do braço, descendo, assim, as escadas da moradia.
Rompi pela sala e afundei-me no sofá, ligando a televisão. Precisava de me abstrair de tudo se não enlouquecia.

Após algum tempo a mudar várias vezes de canal, rebolar pelo sofá à procura de uma posição exacta para adormecer, não conseguia. Estava a ficar cada vez mais impaciente. Mike e Adrianna não chegavam a casa, o sol não surgia e a noite predominava. Só desejava que o pesadelo acabasse e voltássemos a ser a família feliz que éramos. Continuando com as nossas pequenas brigas que nos fortaleciam.
Olhei o relógio digital e bufei, vendo que já eram quase 4h da manhã. Cocei a nuca e levei os braços cruzados para baixo da cabeça, de forma a elevá-la. De repente, um barulho quase silencioso fez-me despertar da agonia onde me encontrava. Virei o rosto para o lado e espreitei, encontrando Rita, com uma mínima camisa de dormir vermelha acetinada, a direccionar-se para a cozinha. Franzi a testa e observei-a com detalhe, vendo-a lançar-me um olhar cuidadoso, julgando que estava a dormir, ir até ao armário, tirar um copo e enchê-lo com água.
Mirá-la naquele momento, era como enfrentar uma miragem intocável de extrema perfeição. Dei por mim a sorrir embasbacado para a sua silhueta tão bem esculpida e refinada por baixo daquela peça de tecido e tossiquei baixo para que ela não me escutasse. Não podia deixá-la escapar, tinha de batalhar para a conseguir ter de novo. O tempo que me restava já não era muito e não podia dispensar algum que fosse.

A morena desligou a luz da divisão e principiou-se em retomar rumo ao quarto. Levantei-me subitamente e caminhei muito rápido para perto dela, colocando-me à sua frente para lhe esbarrar o caminho.

- Bill? Pensava que estavas a dormir. – Disse, descobrindo-me devido à fraca luz que provinha dos candeeiros exteriores que iluminavam predominantemente a rua.

- Não consigo. E pelos vistos não sou o único. – Remordi. – Porque será? – Soei sarcástico.

- Não quero discutir contigo de novo. Não agora. Só fui beber um copo de água para ver se adormeço de vez. Devias fazer o mesmo.

Arrependi-me de ter recorrido à ironia. Ela parecia mais calma.

- Talvez o faça, mas só depois de ter o teu perdão. – Agarrei a sua mão.

Estava morna em comparação à minha, que se encontrava fria devido aos nervos e ânsia de poder tê-la de novo para mim.
O meu olhar fugiu novamente para os seus seios salientes naquele decote nada abusado, mas mesmo assim generoso e, pensamentos depravados atacaram a minha mente.
Ouvi-a tossir propositadamente e, sorri envergonhado, encarando-a.

- Rita, por favor. Desculpa-me, eu não estava em mim. Tinha bebido imensas taças de bebidas diferentes. Eu não queria estar debaixo do mesmo tecto que ela mais tempo do que o habitual. Estou farto, não sabes o quanto me custa ter de ouvir a sua voz e ter a sua presença junto de mim. Fico revoltado, porque a vontade de a ter de novo consome-me, mas depois lembro-me de tudo e fico com um ódio tão grande que me apetece desistir de tudo. E tu não tens culpa disso, tu tens estado a apoiar-me desde sempre. Eu fiquei com ciúmes, ver-te novamente com o Tom fez-me temer por te perder. E eu não quero que isso aconteça! Eu não quero que voltes para o Tom e me deixes sozinho. Eu tenho medo que ele te magoe, magoe os nossos filhos. – Levei as mãos à cabeça – Eu quero-te para mim. Eu desejo-te ardentemente e não suporto que ele te olhe, sequer.

- Eu não entendo como podes pensar dessa forma. Achas que com tudo o que sofri e ainda sofro, eu vou voltar para o Tom? Achas que eu vou agir estupidamente ao ponto de chegar a isso? Eu não o vou fazer, Bill. Ontem encontrámo-nos por acaso naquela varanda e trocámos palavras que não foram de todo agradáveis. Agora, também não compreendo o facto de não quereres que o teu irmão me olhe ou me fale, se tu o fazes diariamente com a mulher dele. Eu não comento sobre tu conversares e estares todos os dias com a Eliana, sabendo o que sei sobre os teus sentimentos sobre ela.

Engoli em seco, com os olhos bem abertos e o sobrolho arqueado. Mais um ponto para Rita e uma derrota para mim. Estava a ser injusto. Estava privá-la de uma data de coisas que ela jamais faria comigo. Era incorrecto prendê-la de hábitos comuns como encontrar pessoas por mero acaso ou conviver com seres como Franziska, por mais irritante que ela fosse.

- Eu sei. Desculpa-me. Mas ter algo que pertence ao Tom a viver debaixo do meu tecto, a ser criado por mim, deixa-me inseguro. Ele pode agir quando lhe apetecer para nos afectar e destruir. Ele tem a bomba, só lhe resta largá-la. O Tom pode bem manipular-te, como sempre faz com toda a gente. Basta tu ou eu darmos um passo em falso e tudo termina. – Acerquei-me dela, embatendo a minha respiração na sua face quente. Toquei, medroso, nos seus cabelos achocolatados e pressionei-a vagarosamente contra mim, descendo uma mão para as suas costas, formando um abraço.

Rita retribuiu àquele toque e prensou os seus braços no meu pescoço, comprimindo-me com força.

- O Tom não te vai tirar o Mike. Ele é teu, é de ti que ele gosta e idólatra. E se tentar, nós não deixamos. – Segredou, afagando os meus cabelos como se tentasse assegurar-me que estava tudo bem.

E a verdade era o oposto. Não estava tudo bem e estava longe disso. Aquela mudança de cidade estava a abalar o muro que eu e ela havíamos formado arduamente, o trabalho e a dor pelo qual havíamos passado juntos para conseguirmos ser felizes e formar a nossa família; minha e dela.

- Promete que não me deixas. – Balbuciei, estremecendo com aquilo.

Estar a senti-la daquele jeito fazia-me sentir culpado por ter ligado a Eliana. Um deslize que jamais se iria repetir. Eu tinha quem eu devia ao meu lado, aquela que me havia suportado, todos os meus dramas, conflitos, aquela com quem tinha partilhado grande parte das minhas emoções.

Tom deu um último gole no seu shot enquanto gargalhava sonoramente e apoiou-se no meu ombro, apontando para umas raparigas que estavam a um canto da discoteca. Arqueei o sobrolho e olhei para ele.

- Qual delas, Bill? – Grunhi em interrogação – Qual é a mais sexy?

- Não sei.

- Ora, tu és comprometido, tal como eu, mas somos homens e não somos cegos. – Bateu-me nas costas – Qual delas? – Repetiu a questão.

Revolvi os olhos e espreitar para as jovens que nos seduziam com olhares maliciosos e posturas provocantes. Engoli em seco e agarrei num novo copo com uma bebida azul, bebendo tudo num só trago.

- A morena da esquerda, com o vestido cor-de-rosa.

- Não é feia, mas acho que a que está no meio, a de azul é mais – Levou as mãos ao peito e fez sinal de volume. – Tu sabes, é mais constituída.

- Estás bêbado. Vamos embora, amanhã preciso que venhas comigo à faculdade. – Puxei-o pelo casaco até ao exterior do estabelecimento.

O de rastas sacudiu-se de mim, meio cambaleante e falou coisas sem nexo, enquanto deambulava no passeio, a olhar para mim. À medida que as palavras saíam da sua boca, ele esbracejava-se como me explicasse algo. Pendi a cabeça para o lado e parei de andar ao ouvir um barulho estranho e um gemido de Tom. Estava deitado no meio do chão, mesmo em frente a um post de rua.

- Quem foi o filho da puta?! – Gritou com a mão no nariz.

Aproximei-me dele e ri sonoramente ao ver a sua expressão confusa. A maneira como tacteava a pele à procura de vestígios de sangue.

- Acho melhor começares a olhar por onde andas. – Estendi-lhe a mão.

- Eu estava a andar, ele – Apontou para o poste – meteu-se no meu caminho!

Balancei a nuca em tom negativo e voltei a puxá-lo, seguindo para o apartamento que tínhamos alugado. Mal entrámos, Tom arrastou-se até ao quarto e bateu com a porta do mesmo antes que eu pudesse entrar. Ri baixo e fui para o meu quarto. Despi-me de maneira a ficar somente de boxers e deitei-me. Os olhos pesavam cada vez mais e precisava de repor energia. No dia seguinte de certeza que teria mais uma carta de Elly. Já estava cheio de saudades dela. Revirei-me na cama e adormeci, sem me importar com o meu humor de Tom.

No dia seguinte, acordei com ruídos no andar de cima. Ergui a nuca e reparei que o sol já raiava. Levantei-me, coçando os olhos e cambaleei pela casa que estava enterrada num silêncio total. Vesti uma t-shirt que estava no chão da entrada e desci as escadas do prédio até ao correio. Tirei a quantidade de cartas que ali estava e voltei a subir para o apartamento. Escolhi os envelopes conforme o remetente e esbocei um sorriso vantajoso ao ver o nome de Eliana e Rita. Guardei a que se destinava a mim debaixo da minha almofada e segui para o quarto de Tom. Bati várias vezes à porta mas não obtive resposta, então entrei, encontrando-o a dormir de barriga para baixo, apenas com as calças vestidas.

- Tom! – Toquei nas suas costas para que acordasse.

- Só mais cinco minutos. – Levitou o braço para que me afastasse. Chamei-o de novo. – Caralho, Bill! – Pousou a almofada na cabeça.

Comprimi o maxilar com o seu gesto infantil e sentei-me na cadeira em frente da sua secretária. Abanei o envelope que tinha nas mãos e abri-o, principiando-me a ler o conteúdo da carta.

- Não sei se é do tempo, da distância que está entre nós, ou da saudade que tende em crescer cada vez mais rápido dentro de mim. A verdade é que não me tenho sentido bem nos últimos dias. Não digo isto para que voltes para mim meses mais cedo, ou para te preocupar. - Apesar de saber que ao escrever isto estou a fazê-lo. Tom, eu sei que mantermo-nos em contacto desta forma é…

- Dá-me isso. – Tom rosnou. Subi o olhar da caligrafia de Rita para Tom e sorri de lado ao vê-lo tão furioso. – Não tens nada de ler o que não te pertence. – Levantou-se e arrancou o papel das minhas mãos. – Onde é que a foste buscar?

publicado por Ritiik às 12:30
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